Confira a entrevista com o presidente da Anaspra e diretor da Aprasc, Elisandro Lotin, sobre os objetivos do Enerp e a escolha dos temas nessa 13° edição

Qual a importância do Enerp ?

Lotin: O Enerp é o encontro de todas as entidades de praças do Brasil, as quais se reúnem todos os anos, para debater, discutir e atualizar as informações referentes às lutas e demandas dos praças de cada estado. Objetiva também construir juntos, através da Anaspra, medidas que possam buscar soluções para os problemas comuns a todos os policiais e bombeiros do Brasil – do soldado ao subtenente. É um encontro para fortalecer a unidade entre as associações de praças do Brasil, bem como das lutas em prol da categoria.

O que influenciou para a escolha do tema central ? 

Lotin: Primeiro a necessidade de trazer para o debate a questão de que segurança pública não é somente uma questão de polícia. Também ressaltar de que o nosso modelo de segurança pública é um modelo reconhecidamente ultrapassado, obsoleto e ineficaz. E os praças – a maior categoria de trabalhadores da segurança pública – por conta desse modelo arcaico são os que mais sofrem as agruras desse sistema.
Por isso, a importância de oportunizar a esses  profissionais, que vivenciam no dia a dia as situações difíceis, que possam pensar, debater, discutir uma nova forma de segurança pública visando a sua valorização e a própria segurança e proteção.

Qual a relevância dos temas em debate para a a categoria?

Lotin: A escolha dos temas desse ano se deu em função da necessidade de estarmos discutindo –  e já estamos debatendo no Congresso Nacional – mudanças reais na concepção de uma nova lógica de segurança pública no Brasil e de uma lógica interna dentro das instituições militares. O tema  carreira única vem nessa perspectiva, vem ao encontro de uma demanda histórica dos praças da PM e BM.

A violência contra a mulher é um problema grave dentro e fora das instituições de segurança pública. É um debate que a Anaspra já vem fazendo há cerca de três anos, inclusive no Congresso Nacional, no Ministério da Justiça – fazíamos até que houve a mudança de governo e o debate paralisou  – e também junto com as mulheres de segurança pública do Brasil.
A ideia é chamar a atenção para a importância desse assunto e proporcionar aos praças militares estaduais debaterem esse tema na perspectiva de buscar formas de coibir essa problemática no interior das instituições militares.

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