As reformas trabalhistas e previdenciárias, além das proposições sobre segurança pública, que tramitam no Congresso Nacional, foram tema do primeiro painel realizado na manhã desta quinta-feira (9/11), no 13º Encontro Nacional de Praças (Enerp).

Ex-presidente da Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) e ex-diretor da Anaspra, o sargento da reserva Amauri Soares demonstrou que o Estado de Bem Estar Social construído no Brasil após a Constituição de 1988, está sendo destruído e cada vez mais rápido. “Isso está sendo desmontado, mas, em determinado tempo, a classe dominante chegou à conclusão de que tem que desmontar mais rápido. E isso não é só no Brasil, mas em todo mundo”, explicou.

Sobre os militares, grupo de trabalhadores que ainda tem um déficit de direitos, Soares afirmou que não ficarão de fora das reformas, direta ou indiretamente. “Direitos que nós ainda nem conquistamos, como jornada de trabalho fixa, vai para ralo também para os civis, imagina para nós militares”, argumentou.

Para derrotar as iniciativas do governo Michel Temer, o palestrante disse que importante unificar as luta entre os trabalhadores civis – público e privado – e os policiais e bombeiros militares. “Não tem a menor condição de separar os praças do conjunto da classe trabalhadora. É preciso continuar o trabalho de resistência que não separa dos direitos dos demais trabalhadores”, falou.

O tenente Anderson Duarte Barboza, da Polícia Militar do Ceará, apontou as principais reformas que afetam os profissionais da segurança pública e as entidades representativas de praças. Ele citou e defendeu as propostas de emenda à Constituição (PEC) que dispõe sobre o ciclo completo e definem a carga horária dos trabalhadores da segurança pública, além do projeto de lei que acaba com a prisão disciplinar.

Sobre as reformas trabalhistas e previdenciárias, Anderson também acredita que elas vão afetar os policiais e bombeiros militares. “Somos profissionais da segurança pública, por isso temos que nos diferenciar os militares das Forças Armadas”, disse. No entanto, destacou ainda as especificidades da carreira dos policiais e bombeiros militares. “Nós somos trabalhadores diferentes das demais categorias, mas somos trabalhadores. Não somos heróis, nem guerreiros, nme integrantes das Forças Armadas.”

Para além dos debatedores, os participantes do Enerp, entre eles, os representantes das associações de praças, fizeram intervenções, comentaram as ideias debatidas e fizeram questionamentos.

 

Álbum de fotos:

13º Enerp - Painel: Os Militares e as Reformas

  1. mauro pedro ribeiro de castro says:

    COM CERTEZA ESTA PROFISSÃO HOJE É DESVALORIZADA E MAIS COMO SEMPRE ALGUNS GANHAM SALARIOS ÓTIMOS, E OUTROS QUASE NADA É O CASO DOS PRAÇAS QUE SÃO VALORIZADOS ENTÃO TEMOS QUE QUESTIONAR MUITAS COISAS ERRADAS NESTA PROFISSÃO QUE NÃO VALORIZA AQUELE QUE DÁ A VIDA PELO BEM DO POPULAÇÃO.

  2. mauro pedro ribeiro de castro says:

    DIGO QUE OS PRAÇAS NÃO SÃO VALORIZADOS, MAS OS OFICIAIS SEMPRE TEM TUDO BEM ORGANIZADO.

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